terça-feira, 5 de abril de 2011

Vida Sobre Rodas

Mais do que um filme sobre skate ou skatistas, “Vida Sobre Rodas” conta histórias de superação, coragem, amizade e determinação de jovens que acreditaram em um sonho e realizaram o impossível.



PAZ A TODOS

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Seminário sobre racismo emociona participantes


Teve início hoje pela manhã o seminário Racismo, Igualdade e Políticas Públicas, realizado em parceria entre a Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC). O anfiteatro 12 estava lotado e as discussões reverberavam entre os muitos estudantes cotistas, especialistas e militantes que se encontravam na plateia. A conferência inaugural discutiu “Desafios para o combate ao racismo e construção de políticas promotoras da igualdade”. A palestrante, Sueli Carneiro, do Instituto da Mulher Negra Geledés, usou a polêmica em torno da obra “As caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, como base para elencar os inúmeros desafios no combate ao racismo. Carneiro listou casos recentes e públicos de racismo, como o fato de um deputado ter chamado o ministro do Superior Tribunal Federal de “moreno escuro” e as lamentáveis declarações de Bolsonaro. Entretanto, mesmo com tantas ocorrências negativas, a representante do Geledés afirmou que é possível reconhecer uma mentalidade mais reacionária a esses acontecimentos.


MÍDIA – Para Carneiro, a mídia é o palco para as maiores manifestações racistas que vemos, pois trata-se de um posicionamento velado. “A mídia trabalha com um suposto antirracismo que se afirma pela negação do racismo existente, mobilizando opiniões de especialistas e formadores de opinião que desqualificam as políticas públicas de promoção da igualdade racial”, disse. Segundo ela, o combate às cotas é o modelo básico desse raciocínio, que expõe as políticas públicas inclusivas a fim de desqualificá-las. “O reconhecimento conquistado pela militância negra tem sido rebaixado pelos conceitos dos formadores de opinião e da mídia. Eles querem desqualificar, carnavalizar a militância, tirar o tema da arena política”, declara Carneiro.


COTAS – A militante afirma que as cotas são tão questionadas porque colocam em risco a monopolização do acesso ao ensino superior por parte dos brancos. Quando perguntada se o sistema de cotas não deveria incluir, também, a pós-graduação, Carneiro afirmou que o ideal seria que o sistema atingisse todos os níveis educacionais, a fim de não acontecer mais o “epistemicídio” – termo cunhado por ela própria a respeito da exclusão de negros dos espaços acadêmicos. “Precisamos de um número maior de professores negros. É um desafio e é nosso objetivo chegar a uma universidade múltipla em todas as suas esferas”, disse. Para Natália Maria Alves, integrante do “Nosso Coletivo Negro”, movimento em defesa do sistema de cotas da UnB, essa discussão é necessária e não deve parar. Ao ser questionada sobre a necessidade das cotas, tem a resposta pronta: “Infelizmente essa é a única maneira de termos acesso a alguns lugares sociais. As portas estão fechadas para nós e se não formos incluídos pelas cotas só nos resta a marginalidade, que é genocida e leva à morte de milhões de jovens negros. Cotas é questão de acesso e não acesso, de vida e morte”, explica. Alves continua, afirmando que “toda pessoa negra sabe que poucas coisas interferem tanto na nossa trajetória quanto o fenótipo, o cabelo, a cultura, a religião de matriz africana… cotas não é um tema secundário, é tema vital! Inteligência de sobrevivência nós já temos, fazer trabalhos acadêmicos, para nós, é fichinha.”


CRESCIMENTO – Sueli Carneiro argumenta que o crescimento econômico pelo qual o País passou nos últimos anos não foi acompanhado de uma equidade real porque aumentou a concentração de renda por parte dos mais abastados. Para ela, negros e indígenas são os que mais sofrem com essa desigualdade e questiona: “É possível pensar o crescimento econômico sem a equidade racial? É possível crescer sem considerar 50% da população? Isso é o que tem sido feito e claramente não está dando certo.” Carneiro acrescenta que é preciso haver uma mobilização maior do movimento negro contra essa maneira atual de política, “desafiando os dispositivos existentes”. A palestrante defendeu também que é preciso unir forças e fechar sólidas parcerias. “Devemos criar um espaço de reflexão, unir corajosamente as forças antirracistas, reposicionar as estratégias de luta e convocar a sociedade civil. O futuro desta luta depende do confronto que faremos a essa ideologia racista”, declarou. Trazendo dados revelados por pesquisas e estudos anteriores, Carneiro afirma: “Grande parte da violência cometida contra os direitos humanos no Brasil estão vinculadas à questão racial.” Discutindo a política nacional constata que não há um lado que realmente defenda a agenda negra: “Entre a esquerda e a direita, eu continuo negra. Se tem um ponto em que eles se encontram é a questão racial”.


SEMINÁRIO – Coordenada por Átila Roque, do colegiado de gestão do Inesc, a mesa emocionou o público, que contribuiu com muitos comentários, sugestões e perguntas e aplaudiu de pé as palavras de motivação de Sueli Carneiro ao fechar o seminário: “Em alguns casos, não temos estratégias de reação e acredito que esse seminário é uma forma de a gente começar isso. Ao final deste seminário, estaremos revigorados para as próximas batalhas que virão.”

Seminário Igualdade, Racismo e Políticas Públicas, realizado nos dias 30 e 31 de março de 2011. Por Joceline Gomes Fonte: www.palmares.gov.br
(Um assunto mais atual do que nunca !! Fora Bolsonaro ...)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

EFEITO SHIVA NA PISTA!!!

Na tradição hindu, Shiva é o destruidor, que destrói para construir algo novo, motivo pelo qual muitos o chamam de "renovador" ou "transformador".

FOTOS DEMOLIÇÃO DA PISTA



















FOTOS - MAR FRANZ - www.oguardiaodailha.com

Vamo que VAmo!!!

PAZ A TODOS

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nova Pista De Skate Bertioga

Paulo Matos

Na tarde de ontem aconteceu a primeira reunião para as definições do nosso novo espaço, a nossa mais nova PISTA DE SKATE DE BERTIOGA. Reunião marcada para iniciar às 16:00 horas, como sempre aquele atraso, mas nada que alterasse a vontade de vermos uma nova praça para nós. Então, aguardamos a vinda do Fernando (freu), skatista e dono da Flyramp (construtora). Com a presença dele, logo demos inicio a reunião, projeto na mesa, idéias na cabeça,e por uma das únicas vezes vista por mim, o assunto naquela mesa redonda era, como gostaríamos que fosse o “nosso” espaço! Fernando uma pessoa muito bacana, além de ser projetista é um skatista e sabe dos anceios de quem usa esses espaços, então assim as coisas ficam mas fácil. Disse ele: “Quem tem que dizer como deve ser a pista de skate, são eles, afinal, eles que iram usar o local”. Estavamos nós: Guibas, Eu, Gustavo Gordo, Eduardo e Elder BNC, mandando perguntas neles (estava presente a responsável da Prefeitura) Como será esse obstáculo? Como será essa rampa? Esse tri-banks ? Onde ficará a quadre de Baskete o tablado dos B.boys?

Enfim... Perguntamos a responsável da Prefeitura sobre, a quadra de baskete e o espaço dos B.Boys, ela nos disse que os espaços não farão parte desse novo projeto, e que há algumas limitações feitas na nova pista de skate. A pista irá diminuir! Dissemos a ela que não poderiam retirar esse espaço assim, e que eles deveriam fazer uma nova quadra e um novo espaço para os B.Boys. Essa será uma das brigas na mudança desse projeto, precisamos nos unir para fortalecer esse pedido!

Bom, as obras estão previstas para começar no dia 15 de Janeiro, irão começar fechando com tapume e logo será destruída. Ficaremos sem espaço por esse período, aproximadamente 4 meses.

Uma outra parada é: Temos que fazer uma festa para finalizar esse ciclo da PISTA DE SKATE DE BERTIOGA, uma grande confraternização como já previsto para o fim de ano, uma festa dos mais de 10 anos da praça. E ainda temos que tirar uma grande foto, para guardamos em nossas lembranças, aquele local que fez e faz parte de nossas vidas.


Essa foi a primeira reunião, muitas outras estão por vir e todos devem participar, por mais que não andem de skate! Afinal, queremos um lugar da “hora” para nós, para curtirmos naqueles dias que não temos nada na cidade. Festas, campeonatos, festivais, enfim... Um lugar nosso!








O projeto :


Click aqui e veja que agora é fato

Parabéns a todos!